Doença do beijo mortal: o que é meningite meningocócica, que fez Europa emitir alerta

Casos da doença têm aumentado no continente europeu, com países emitindo alerta de cuidado; entenda o que é meningite meningocócica, que pode ser transmitida através do beijo

A Europa está em alerta após uma bactéria mortal ser encontrada em viajantes que retornavam ao continente. No Reino Unido, foram confirmados cerca de 15 casos de meningite meningocócica em pessoas que voltavam da Arábia Saudita. Segundo a instituição Médicos Sem Fronteiras, esse é o mais perigoso e fatal tipo de meningite.

O que é meningite meningocócica
A meningite é uma inflamação nas meninges, que são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os seus principais causadores são vírus e bactérias, diferenciando-se em meningite viral e bacteriana.

A meningite meningocócica é bacteriana, sendo causada pela bactéria Neisseria meningitidis (também conhecida como meningococo) e pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais comum em crianças e adolescentes.

A transmissão da doença meningocócica é feita por gotículas ou secreções do nariz e gargantas de pessoas contaminadas pela bactéria. Beijo na boca, tosses e espirros são as principais formas de transmissão.

Algumas pessoas podem, inclusive, possuir e transmitir a bactéria sem aparentarem estar doentes.

Sintomas da meningite meningocócica
Um dos grandes perigos da meningite meningocócica é que seus sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe ou dengue. Quando os sinais permanecem por muito tempo e a pessoa faz o diagnóstico, a doença pode estar em uma fase mais avançada.

Segundo o Ministério da Saúde, é importante estar alerta a sinais como febre, dor de cabeça e rigidez de nuca. Muitas vezes há outros sintomas, como mal-estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e status mental alterado (confusão).

Se ela não for tratada no seu estágio inicial, outros sintomas mais graves de meningite bacteriana podem aparecer com o tempo, como convulsões, delírio, tremores e até mesmo levar ao coma.

Doença tem alta fatalidade
Por ter evolução rápida, a meningite meningocócica é imprevisível. Isso porque a proliferação das bactérias acontece rapidamente e, quando atinge o sangue, o corpo gera uma inflamação muito forte e tem uma queda brusca de pressão, entrando em choque.

Dados da Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde, vinculada ao Conselho Nacional de Saúde, mostram que, entre 2017 e 2022, 4.251 casos de meningite meningocócica foram registrados no país, com cerca de 23% resultando em morte. As maiores vítimas foram pessoas acima dos 40 anos e a região sul foi a que registrou mais casos.

Quanto mais cedo o diagnóstico tratamento for realizado, maior será a chance de cura. Porém, de 11 a 19% dos sobreviventes ficam com sequelas, que podem incluir perda de audição, amputação de membros, alterações neurológicas e cicatrizes na pele.

Prevenção da meningite meningocócica
A prevenção da meningite meningocócica é feita através de vacinação, disponível em redes privadas ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte:
https://ndmais.com.br/saude/o-que-e-meningite-meningococica-europa-emite-alerta/


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