Sobre a
Meningite
A doença pode ser desencadeada por vários tipos de agentes, sendo os principais, vírus e bactérias. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, casos são esperados ao longo de todo o ano, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e das virais, no verão.
A meningite atinge pessoas de todas as idades, sendo as crianças menores de cinco anos, adolescentes e idosos normalmente os mais afetados.
• Streptococcus pneumoniae (pneumococo) Haemophilus influenzae . Mycobacterium tuberculosis
• Streptococcus sp., especialmente os do grupo B
• Listeria monocytogenes
• Escherichia coli
• Treponema pallidum
• Entre outras
• Varicela zoster
• Epstein-Barr
• Citomegalovírus
• Arbovírus (Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela, Febre do Nilo Ocidental)
• Sarampo
• Caxumba
• Rubéola
• Adenovírus
• Entre outros
• Candida albicans
• Candida tropicalis
• Histoplasma capsulatum
• Paracoccidioides brasiliensis. Aspergillus fumigatus
• Plasmodium sp.
• Trypanosoma cruzi
• Cysticercus cellulosae (Cisticercose)
• Angyostrongylus cantonesis
A doença meningocócica (DM) causada pela bactéria N. meningitidis, caracteriza-se por uma ou mais síndromes clínicas, sendo a meningite meningocócica a mais frequente delas e a meningococcemia a forma mais grave. As crianças, os adolescentes e adultos jovens têm o risco de adoecimento aumentado em surtos. Os maiores coeficientes de incidência da doença são observados em lactentes, no primeiro ano de vida.
Na meningite pneumocócica (causada pela bactéria S. pneumoniae) idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras também apresentam maior risco de adoecimento.
A meningite meningocócica pode levar à morte em 24 horas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas, mesmo com diagnóstico e tratamento imediatos. Além disso, a doença pode deixar sequelas graves, como amputações, surdez, e cicatrizes, em 10% a 20% dos casos. Infelizmente, a maioria dos casos não é diagnosticada rapidamente. Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de uma gripe e podem piorar rapidamente
- Diferença nos tipos de transmissão:
Geralmente, as bactérias que causam meningite bacteriana se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos, como é o caso da Listeria monocytogenes e da Escherichia coli.
É importante saber que algumas pessoas podem transportar essas bactérias sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”.
A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhá-las para outras pessoas.
As meningites virais podem ser transmitidas de diversas maneiras a depender do vírus causador da doença.
No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa infectada, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus. Já os arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.
A meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges.
Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos.
Já um outro fungo, chamado Candida, que também pode causar meningite, geralmente é adquirido em ambiente hospitalar.
Os parasitas que causam meningite não são transmitidos de uma pessoa para outra, e normalmente infectam animais e não pessoas. As pessoas são infectadas pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados que tenha a forma ou a fase infecciosa do parasita.
Meningites bacterianas são mais graves e em pouco tempo os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de infecção generalizada aumenta muito.
Nos bebês pode-se também observar:
– moleira tensa ou elevada;
– gemido quando tocado;
– inquietação com choro agudo;
– rigidez corporal com movimentos involuntários, ou corpo “mole”, largado.
A doença atinge o estágio grave, muitas vezes letal, entre 24 e 48 horas. Portanto, vá ao hospital assim que notar qualquer sintoma ou sinal. Um médico pode determinar se você tem a doença, o tipo de meningite e o melhor tratamento
Quais exames são feitos?
Os principais exames para o esclarecimento diagnóstico de casos suspeitos de meningite são: exame quimiocitológico do líquor; bacterioscopia direta; cultura; aglutinação pelo látex e Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR). O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.
Importante: Todos os exames laboratoriais estão disponíveis no SUS, e são solicitados pela equipe médica ou de vigilância epidemiológica durante o acompanhamento do caso.
Meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratadas imediatamente, em ambiente hospitalar.
Existem diferentes vacinas contra os 5 principais sorogrupos causadores da doença meningocócica (A, B, C, W, Y) no Brasil. Consulte seu médico para obter mais informações sobre a melhor forma de proteger você e sua família.
Outras formas de prevenção são manter os ambientes ventilados e limpos, e evitar aglomerações,
Siga o
Calendário de Vacinação
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda o seguinte:
Vacinas disponíveis na rede pública
Vacina meningocócica C (conjugada):
Protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.
- Primeira dose aos 3 meses de vida
- Segunda dose aos 5 meses de vida
- Dose reforço aos 12 meses de vida
Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada):
Protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
- Primeira dose aos 2 meses de vida
- Segunda dose aos 4 meses de vida
- Dose de reforço aos 12 meses de vida ou até os 4 anos de idade.
Vacina meningocócica ACWY (conjugada):
Também conhecida como vacina conjugada quadrivalente, protege contra os quatro sorogrupos de meningococos responsáveis pelas doenças meningocócicas: A, C, W e Y.
- Uma dose para adolescentes de 11 e 12 anos de idade.
Pentavalente:
Protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
- Primeira dose aos 2 meses de vida
- Segunda dose aos 4 meses de vida
- Terceira dose aos 6 meses de vida
- Dose de reforço com a vacina DTP aos 15 meses de vida
- Dose de reforço aos 4 anos de idade.
* Intervalo de 60 dias entre as doses
Vacinas disponíveis na rede privada
Vacina meningocócica ACWY (conjugada):
Também conhecida como vacina conjugada quadrivalente, protege contra os quatro sorogrupos de meningococos responsáveis pelas doenças meningocócicas: A, C, W e Y.
- Primeira dose aos 3 meses de vida
- Segunda dose aos 5 meses de vida
- Dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade
- Dose de reforço entre 5 e 6 anos de idade
- Dose de reforço entre 11 e 19 anos de idade
- Para não vacinados: duas doses com intervalo de cinco anos
- Adultos podem e devem se vacinar
Vacina meningocócica B:
Protege contra meningite e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo do sorogrupo B.
- Primeira dose aos 3 meses de vida
- Segunda dose aos 5 meses de vida
- Dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade
- A partir dos 2 anos são duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
A vacina contra meningite meningocócica não contém bactéria viva, o que significa que é impossível de provocar doença. ATENÇÃO! A vacinação de adolescentes é muito importante, pois eles estão entre os principais transmissores da doença.
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